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Aeroporto mira aéreas de ‘baixo custo’ e se prepara para voos comerciais no litoral de SP / Via G1

Concessionária que administra o aeroporto de Itanhaém confirmou tratativas com companhias, inclusive estrangeiras. Novos equipamentos vão permitir operação precisa e mais segura.

O Aeroporto Estadual Antônio Ribeiro Nogueira Júnior, em Itanhaém, no litoral de São Paulo, começou a ser preparado para receber voos regulares com aviões de grande porte no próximo semestre. A concessionária da instalação confirma tratativas com companhias aéreas de baixo custo e afirma que recebeu "sinal positivo" para operar comercialmente.

A informação é do presidente da VoaSP, Marcel Moure, que antecipou ao G1 investimentos de R$ 5 milhões no aeródromo para atrair as grandes empresas, inclusive estrangeiras. Nesta quinta-feira (5), ele inaugura a reforma do terminal de passageiros, que quase zerou a movimentação depois da transferência de operações da Petrobras ao Rio de Janeiro.

Moure explica que o primeiro ano, dos 30 previstos no contrato inicial de concessão, foi para estudar a vocação do aeroporto. "Agora, estamos certos que Itanhaém pode atender a demanda, principalmente, das novas plataformas de petróleo (offshore) e, também a comercial, a partir de voos turísticos e executivos com regularidade", afirma.

No offshore, a concessionária deixou de ter como alvo único e principal a estatal petrolífera e passou a mirar nas empresas privadas autorizadas a explorar campos ao sul da Bacia de Santos. No comercial, a intenção é oferecer estrutura à expansão dos voos regionais, ao considerar as companhias aéreas de baixo custo liberadas a operar pelo país.

"Nós estamos com tratativas [com empresas] avançadas, mas não posso adiantar ainda. O que já é possível dizer nesta etapa é que um relatório da Anac [Agência Nacional de Aviação Civil] nos deu 'sinal positivo' para operar comercialmente, por isso estamos nos preparando e vamos pedir essa mudança de classificação na agência", diz.

Controle remoto

Até dezembro, serão instalados os sistemas conhecidos na aviação como PAPI e RNAV, que auxiliam nos procedimentos dos pilotos durante pousos e decolagens e permitem a operação noturna e em condições adversas de tempo, como em baixa visibilidade. Também haverá atualização dos atuais equipamentos da estação meteorológica.

A coordenação de pousos e decolagens, segundo Marcel Moure, será remota, a partir do centro de operações da empresa em Jundiaí (SP). "A torre [de controle] será virtual nesta primeira etapa comercial, até que se tenha mais de 30 mil movimentações anuais. Um sistema de câmeras vai cobrir todo o aeroporto para mostrar ao controlador", diz.

Atualmente, somente é possível operar neste aeroporto por condições visuais: não há equipamentos que auxiliem os pilotos para pousar ou decolar à noite e em condições ruins de tempo, como chuva, neblina e ventos fortes. Além disso, segundo o executivo, não existe ainda um sistema de rádio apropriado para que se faça esse controle.

"Estamos investindo em segurança da aviação. Nesse pacote, estamos firmando um convênio com a Força Aérea Brasileira (FAB) para que os militares componham a equipe de bombeiros, cuja estrutura também foi atualizada", fala o presidente da concessionária. A expectativa dele é que no início de 2020 voos regulares passem a ser uma realidade no local.

Aeroporto de Itanhaém, SP, que retomar atividades offshore para exploração de petróleo  — Foto: Divulgação/Prefeitura de Itanhaém

Aeroporto de Itanhaém, SP, que retomar atividades offshore para exploração de petróleo — Foto: Divulgação/Prefeitura de Itanhaém

Voo comercial

O terminal de passageiros reformado, entregue nesta quinta-feira, é capaz de receber até 300 passageiros por operação, segundo Marcel Moure. O executivo não estima quantos passageiros são previstos no primeiro ano da atividade comercial, mas afirma que o aeroporto pode movimentar ao mesmo tempo até seis aviões de grande porte.

"Itanhaém é capaz de operar simultaneamente dois Boeings 737, que transporta 100 passageiros cada, e quatro ATRs, que tem capacidade para 70 [passageiros cada]. Entretanto, acredito que a demanda seja de ao menos quatro ou cinco voos comerciais, conforme já estudado pelo Estado para o litoral de São Paulo", afirma o executivo.

Moure cita os planos do Governo de São Paulo em desafogar os principais aeroportos do estado e torná-los concentradores de voos internacionais ou de maior distância. "Acredito que o aeroporto de Itanhaém consiga atender a demanda de distribuição regional, recebendo as aeronaves menores e as interligando a novos destinos".

Itanhaém

O aeroporto foi construído na década de 1950, mas a partir dos anos 2000 recebeu investimentos. Era administrado pelo Departamento Aéreo do Estado de São Paulo (Daesp) até 2017, quando foi entregue à iniciativa privada. A única pista tem 1.350 metros (semelhante a do Santos Dumont, no RJ) e hoje recebe voos de instrução e executivos.

Na última década, a Petrobras investiu R$ 14 milhões na instalação para concentrar os voos de helicóptero até as plataformas da Bacia de Santos. No primeiro mês da nova administradora, a estatal decidiu por transferir definitivamente todas as operações offshore ao Aeroporto Federal Roberto Marinho, em Jacarepaguá (RJ), por redução de custos.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico de Itanhaém, Eliseu Braga Chagas, declarou que a atividade comercial no aeroporto possibilitará benefícios para a economia na região. “O investimento no local impulsionará a cadeia produtiva que envolve todo trade turístico, possibilitando um futuro promissor para o litoral e Vale do Ribeira”.

Saiba mais em https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2019/09/05/aeroporto-mira-aereas-de-baixo-custo-e-se-prepara-para-voos-comerciais-no-litoral-de-sp.ghtml
Por José Claudio Pimentel, G1 Santos

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