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Lugar de mulher é pilotando um avião

Há pouco mais de uma semana a imprensa nacional destacou uma conquista histórica para a aviação: a primeira turma de pilotos formada apenas por mulheres se formou no Brasil. Apesar de este ser um feito notável, a aviação mundial teve, desde sempre, a presença feminina em sua história. Abaixo, listamos algumas mulheres que, assim como nossas recém-formadas pilotas, desafiaram o preconceito e a descrença e conquistaram seu objetivo, marcando para sempre a História.  

Raymonde de Laroche

Resultado de imagem para Raymonde de Laroche Fonte: reprodução A francesa Raymonde foi a primeira mulher no mundo a ganhar uma licença de piloto. Ela foi premiada com o número de licença 36 pela Fédération Aéronautique Internationale, em 8 de março de 1910. Raymonde também estabeleceu dois recordes mundiais em 1919 para voo mais longo feito por uma mulher, com uma distância de 323 km e altitude de 4.785 metros. Em 18 de julho de 1919, ela morreu durante um voo em um avião experimental, quando caiu ao tentar pousar.

Thereza de Marzo

Resultado de imagem para Thereza de Marzo Fonte: reprodução Thereza foi a primeira brasileira a receber o diploma de piloto-aviador internacional. Apaixonada por aviação, mas sem o apoio da família, percorreu a pé a cidade de São Paulo até o Aeródromo Brasil, onde os pilotos italianos João e Enrico Robba ministravam aulas de voo. Conseguiu se matricular no curso vendendo rifas e iniciou as aulas em março de 1921. Em março de 1922, pilotou sozinha pela primeira vez e, pouco depois, no dia 8 de abril, habilitou-se perante banca do Aeroclube Brasil, recebendo o brevê nº 76 da Fédération Aéronautique Internationale. No mesmo ano, efetuou o primeiro reide para a cidade de Santos (SP) e criou as chamadas Tardes de Aviação, nas quais realizava voos panorâmicos com passageiros.

Sarla Thakral

Resultado de imagem para Sarla Thakral Fonte: Reprodução Aos 16 anos Sarla Thakral se casou com a primeira pessoa a tirar a licença de piloto na Índia, o piloto P. D. Sharma e, aos 21 anos, decidiu se tornar a primeira mulher piloto do país. Seu objetivo maior era conseguir tirar a licença “B”, que lhe daria direito a pilotar uma aeronave comercial, mas a Segunda Guerra Mundial estourou e o treinamento de Sarla foi suspenso, interrompendo seu sonho por alguns anos. Com o fim da Guerra, Sarla retomou os estudo e três anos depois de começar a pilotar, um acidente trágico acometeu toda família. Seu marido morreu em um acidente de avião e a deixou viúva com apenas 24 anos. A tristeza e o luto fizeram com que Sarla desistisse de vez da carreira de piloto comercial. Sarla se tornou designer de joias e roupas femininas em Nova Dheli, dedicando-se também à Escola Nacional de Teatro da Índia, onde era responsável pelo desenho de figurinos. Casou-se novamente em 1948.

Sabiha Gokcen

Resultado de imagem para Sabiha Gokcen Fonte: Reprodução Sabiha foi a primeira mulher turca a ganhar uma licença de piloto e a primeira mulher no mundo a voar um avião durante serviço de combate. Ela aprendeu a voar em uma Escola de Aviação Civil turca, e depois recebeu treinamento avançado na Rússia.Ela voou bombardeiros para o Primeiro Regimento de Aeronaves Eskisehir e guiou missões de combate em 1937. Em 1938, ela foi nomeada Instrutora Sênior da Escola de Aviação onde se formou anos antes, posição que ocupou até 1955. O Aeroporto Internacional Sabiha Gokcen em Istambul é dedicado a ela.

Harriet Quimby Resultado de imagem para Harriet Quimby

Fonte: Reprodução Harriet foi a primeira mulher a ganhar uma licença de piloto nos Estados Unidos, em agosto de 1911. Jornalista e roteirista, ela foi extremamente influente para outras mulheres nos primeiros dias da aviação. Sua carreira, apesar de breve, foi marcada por uma travessia do Canal Inglês, já que foi a primeira mulher a atravessá-lo.Em 1 de julho de 1912, ela foi morta durante um voo em um show aéreo em Massachusetts, quando o avião que pilotava entrou em um mergulho íngreme.

Bessie Coleman Resultado de imagem para Bessie Coleman

Fonte: Reprodução Elizabeth “Bessie” Coleman superou muitos desafios em seu caminho para se tornar a primeira afro-americana a ganhar uma licença de piloto. Nenhuma escola americana de aviação a aceitou por ser negra, então aprendeu francês e foi a Paris para aprender a voar. Ela ganhou sua licença em 15 de junho de 1921, e voltou para os Estados Unidos onde começou a praticar acrobacias e demonstrações em shows aéreos. Defensora da igualdade, ela lutou para derrubar barreiras raciais na região sul dos EUA, onde havia segregação racial, exigindo instalações iguais para seus shows aéreos. Embora tenha morrido em um acidente de avião em 1926, sua vida foi vista como um primeiro passo importante para romper as barreiras raciais e de gênero nos momentos iniciais da aviação.

Amelia Earhart

Resultado de imagem para Amelia Earhart Fonte: Reprodução Não há como falar de representatividade feminina na aviação e não mencionar Amelia Earhart. Amelia foi a 16ª mulher a ganhar uma licença de piloto, em maio de 1923 e a primeira a cruzar o Oceano Atlântico como passageira. Mais tarde, estabeleceu um recorde como a primeira mulher a voar sobre a América do Norte e a voar solo sem paradas através do Atlântico. Tentar dar a volta ao mundo sozinha pelo caminho mais longo foi seu último e inacabado feito. Em um dos últimos trechos da viagem, seu avião desapareceu no Pacífico central. Este se tornou um dos maiores mistérios do século 20.
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